A GEOMETRIA FRACTAL “DA MATRIZ”

 

“A geometria fractal fará com que você veja tudo de uma forma diferente. Além disso, há perigos na leitura. Você arrisca perder  a sua visão de infância sobre nuvens, florestas, flores, galáxias, folhas, plumas, pedras, montanhas, torrentes d’água, tapetes, ladrilhos e muito mais. A sua interpretação sobre estas coisas, nunca mais será exatamente a mesma.”

          Michael F. Barnsley

 

 

A citação de Barnsley, prefaciando um dos seus trabalhos pioneiros, se aplica tão bem ao que

seguirá, quanto ao que ele próprio indicou. Na matriz como é representada pelo sistema Ifa,o comportamento humano como tal, em todas as suas ramificações, está incluído como adição à diversidade de manifestações físicas que podemos testemunhar na natureza.

 

Nada, absolutamente nada pode vir à existência neste Universo, sem estar embutido na Matriz e por conseguinte, seguir as leis como são visíveis na Geometria Fractal.

 

Para começar, um saber antigo ‘’como em cima, então, em baixo’’, reflete o fenômeno da ‘auto-similaridade’: estruturas profundas são similares às estruturas que as contém.

 

Em décadas recentes, um ramo inteiro da matemática parece que está tratando com isto, relacionando tópicos sob o título de ‘’Teoria do Caos’’.

 

Nos casos simples, as estruturas auto-similares são completamente óbvias. Veja o triângulo Sierpinsk como exemplo, (http://orunla.org/images/sierpdemo.gif), no qual um triângulo é repetidamente espelhado dentro de si próprio.

 

Esta abordagem  da ‘’auto-cópia’’, é baseada nos algarismos rígidos , sendo necessário uma variedade de explorações da ‘’Matriz’’.

 

Surpreendentemente, o mesmo padrão pode ser obtido, por uma outra  abordagem das estruturas criadas,  chamada de Sistemas de Função Repetida (SFR).

 

As estruturas criadas com SFR são muito, muito próximas das manifestações que ocorrem na natureza , e portanto se aproximam das manifestações da ‘’Matriz” como tal.

 

Para se ter uma impressão de como um Sistema de Função Repetida funciona, imagine minúsculas  partículas magnetizadas, atravessando um espaço que contém um campo eletromagnético.

 

As partículas randômicas se alinharão com o campo eletromagnético e essa estrutura em si, se tornará visível.

 

(Note, que enquanto um campo eletromagnético está invisível,ele ainda é mensurável por instrumentos e portanto, muitas outras partes do Universo , e não o transcendendo.

Este experimento  é só para formar um quadro do que está  sendo usado acima.

 

Um  Sistema de Função Repetida é modelado acima do arremesso randômico das partículas para dentro do espaço, alimentando então esses números dentro de uma série de funções matemáticas.

 

O resultado é a posição espacial na qual a nova partícula estará localizada.

 

Com todas  as partículas lançadas dentro desse espaço virtual, o desenho se tornará mais nítido.

 

Várias estruturas básicas podem ser geradas dessa maneira, dependendo somente dos coeficientes iniciais dos sistemas de funções.

O mais famoso deles é o ‘’ feto de Barnsley’’(http://orunla.org/images/fernb.gif), mas muitas outras estruturas básicas que podem ser encontradas na natureza, podem ser geradas dessa forma.

 

A configuração inicial que descreve a estrutura 3-dimensional então criada, é chamada de um “Atrator”*  e muitas vezes, um “Estranho Atrator”.

 

Em Ifa, o sistema que nós usaremos para descrever o funcionamento da “Matriz”, o (estranho) atrator, é  exatamente o resultado da configuração dos coeficientes iniciais e, ‘como tal’, não tem um nome específico.

 

Entretanto, a organização do coeficiente inicial que prescreve a manifestação resultante,tem um nome, e isso faz muito mais sentido. O nome (Yoruba) para esse padrão é ‘odu’.

 

O que é significativo em ambas; a abordagem matemática e a visão Ifa é que o modo como a localização espacial está sendo determinada, está inerentemente” fora do sistema’’,daqui *transcendendo* o sistema como um todo.

 

Esta observação é paralela à visão do sistema Ifa, de como o ‘’odu’’ principalmente transcende o Universo inteiro.

 

Associando agora o (estranho) atrator com a propagação auto-similar geral da função das fractais,podemos encontrar um caminho para explicar incontáveis propriedades dentro de ‘Matriz’, que de outro modo seria difícil explicar.  

 

Em Ifa, o coeficiente inicial do (odu) do ‘atrator’ principal  dentro do Universo, fractaliza de 4 em 16 e portanto, em 256 novos odus, cada um deles capaz de desovar novas subhierarquias.

 

Conquanto propagações auto-similares sejam particularidades semelhantes, em geral não geram NOVAS formações mas, uma combinação de estranhos atratores básicos ou ‘odu’, certamente determinará.

 

 

As propriedades das recém-criadas manifestações não são previsíveis e, em Ifa, foram determinadas através de diligentes observações e verificações, numa grande amplitude de tempo.

 

Sucintamente, o que os pioneiros da Geometria Fractal realizaram com êxito, foi encontrarem coeficientes SFR que estão criando assuntos interessantes.

 

Ifa determina o coeficiente primo para* tudo*que existe ou possivelmente existiria, efetivamente revertendo a engenharia da Criação como tal, e abstraindo uma miríade de formas nas manifestações dentro do Universo,em seu minimum básico, o padrão primo, ou odu primordial.

 

Estruturas mais complexas são o resultado do “amálgama” dos odus, resultando em novos atratores.

 

Nossas ferramentas da álgebra matemática, atualmente . não são apropriadas para lidar com as mutações dos estranhos atratores.

 

A álgebra usa o conceito de zero(0);um conceito que não pode se manifestar no Universo.Zero contém o infinito e ambos excedem o Universo.

 

(Nota: nós faremos uso destes “aspectos”, nos próximos capítulos,para manejar toda uma série de processos preciosos.)

 

Em contraste, a manipulação* geométrica* dos coeficientes de Ifa, permite diversas predições básicas, mas, importantes.

 

À primeira vista,Ifa usa somente dois estados para descrever um coeficiente.Esses estados são freqüentemente descritos como 0 e 1. Lembrando do que foi dito acima, melhor é escrever esses estados como 1 e 2 e isso é o que é  tradicionalmente escrito ou marcado(uma ou duas linhas) em ambos:em Ifa(verticalmente empilhadas) e no I-Ching(amontoadas horizontalmente).

 

Na superfície, 256 padrões primos não parecem suficientes para descrever um padrão principal.

 

Entretanto, esses 256 padrões são melhor chamados de “classes” de padrões, do que de padrões. Um exame mais aproximado revela que cada odu tem dois vetores e conseqüentemente, um total de mais de 16 milhões de possibilidades. Se ligar-se ainda um outro odu  com o vetor(es), pode-se

Dar um “zoom” para qualquer profundidade que se queira.  

 

Entretanto, como repetidamente apontado no “Pequeno Caderno Púrpura Sobre Como Escapar Deste Universo”, outros efeitos vão escoicear, quando se tentar inclinar para um lado só.

 

A Matriz como um todo, tem que ser comunicada,  e isso é o que nós faremos depois, nos capítulos seguintes.

 

Olharemos  para os elementos básicos dos 256 padrões primos (Odu Ifa), que são desovados por uma matriz 16x16.

 

Depois de inspecionar e entender o fenômeno da “Polaridade”, no próximo capítulo, será possível colapsar o padrão primo-primo 16, em 8 par(res).

 

Depois de cuidadosa investigação, pode-se especular que esses 8 pares têm um precedente histórico denominado “O Nobre Caminho Da Dobra Oito”, de Gautama Siddharta, agora chamado de “O Buda”.

 

Especial cuidado será dado para detectar a matriz inicial dobra-4, uma vez que é a chave para    a matriz como uma entidade holística.

 

Nestes capítulos, a comparação do sistema Ifa com alguns aspectos da matemática moderna, significa única e somente  uma maneira de providenciar algumas definições que sejam mais facilmente entendíveis, e também sublinhar algumas propriedades da matriz, o que de  outra forma seria  difícil de aceitar.

 

O principal fracasso da tentativa de usar Ifa como uma forma de descrever a “Matriz”, tem sido por rotular esses elementos, sem atentar para o fato de que o “odu” em si, é um padrão primal que*transcende* o Universo.

 

Um ‘odu’ não se manifesta de uma maneira simples e singular.